Grupo do Facebook Lei Seca de Marília Arraes – Eu digo não! se defende

A polêmica envolvendo o projeto de lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas da cidade a partir das 18h, da vereadora Marília Arraes (PSB), continua. Representantes do grupo criado no Facebook “Lei Seca de Marília Arraes – Eu digo não!”, contrário a proposição da socialista, admitem que houve alguns comentários ofensivos, mas que não justificavam a exclusão de todos os argumentos contra a proposta. Segundo eles, a vereadora se aproveitou de umas poucas postagens, de pessoas que não compõem o grupo, para deletar as opiniões que mais incomodaram. “Ela pegou carona dos comentários abusivos para deletar os que tinham sido apresentados de forma construtiva”, contou o bacharel em História, André Raboni.

Ele foi uma das pessoas que foram excluídas da página no Facebook de Marília Arraes. Em concordância com Raboni, a assessora de comunicação Katarine Lins, declarou que a atitude da vereadora foi, na verdade, uma forma de não discutir o projeto com pessoas que tinham bons argumentos para contrapor a ideia dela. “Eu disse no Facebook dela que ela tinha medo de pessoas formadoras de opinião”, disparou. De acordo com Lins, não existe justificativa para a exclusão das postagens e dos usuários. Para o grupo, se a intenção da vereadora em colocar a discussão de seu projeto nas redes sociais foi a de ter o apoio das pessoas, a ação foi um tiro no pé.

Os membros do “Lei Seca de Marília Arraes – Eu digo não!” não pretendem alterar o projeto. A proposta, de acordo com o integrante do grupo Igor Prazeres, é extinguir a proposição. Esse objetivo revelado por Prazeres, que também assessor do vereador Osmar Ricardo (PT), remete a emenda do petista pedindo a supressão do projeto de Marília e acabou levando a proposta de volta para as comissões. Questionado se o movimento partiu de Osmar Ricardo, o assessor negou e explicou que sua opinião e a dos que compõe o grupo não têm nada a ver com o seu trabalho ou com alguma manobra política.

Prazeres, assim como Katarine Lins, que também é assessora do petista, informaram que, mesmo não sendo idealizado pelo vereador, a manifestação conta com o apoio dele. “O pessoal da Universidade Federal foi fazer uma manifestação na Câmara, daí procurou o Osmar Ricardo e a gente entrou num consenso. Eles criaram uma comissão com uma mensagem de repúdio, para ser mostrada publicamente através do vereador, que apoio totalmente”, explicou Lins.

No entendimento deles, o projeto de lei em questão não é constitucional. Dizem estarem surpresos que ele tenha passado pela Comissão de Constituição e Justiça, da qual Marília Arraes é presidente. “Ela está indo contra o direito constitucional de ir e vir. Eu só acho que as leis proibitivas não são o caminho para resolver problemas que dependem de outros fatores”, argumentou Igor Prazeres. “Se ela (proposta) for aprovada, vai ser derrubada facilmente pela Justiça”, opinou

Promessa

Eles mandam o recado: “Vamos nos mobilizar para sair pela rua. A gente quer debater isso”, avisou. O grupo pretende conseguir o apoio da população contra o polêmico projeto e promete convidar a vereadora Marília Arraes para as discussões. Até o final da tarde desta quarta-feira, o Diario contabilizou 588 membros da página do Facebook.

Acompanhe o caso.

Fonte: Diário de Pernambuco

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